Don´t be afraid of change... be afraid of not changing!
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
domingo, 16 de setembro de 2007
7 ou 17?
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Regresso à escola

Tentei pensar que, finalmente, iria ter outra vez tempo para ler; finalmente, iria ter outra vez tempo para fazer ginástica, arrumar a casa, ter a televisão à minha disposição, ouvir a música que gosto… mas a casa está cheia de um silêncio perturbador, incomodativo….QUERO OS MENINOS DE VOLTA! Quero o barulho, as zaragatas, as negociações para ver filmes, quero os sorrisos, os mimos, os jogos, as brincadeiras….quero vê-los crescer!...
À hora do almoço sei que eles vão lá estar, à minha espera, todos bem dispostos, com uma imensidão de novidades para contar…imagino-os, como de costume, a atropelarem-se nas palavras tamanha a pressa de falar, a discutirem sobre quem falará primeiro e a quem pertence a vez….aí o meu coração de mãe vai finalmente serenar, porque vai estar tudo bem…é mais um ano a começar!
domingo, 26 de agosto de 2007
Regresso
Peço desculpa pela minha ausência....
Agora que estou de volta com as energias recarregadas prometo estar mais presente!
Deixo-vos com um momento de humor para que todos os que agora regressam não se deixem absorver tão rapidamente pelo ritmo frenético que permitimos aos nossos dias.
Guida
sexta-feira, 13 de julho de 2007
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Amor a Portugal
Parti com o nó na garganta de quem não se conseguiu despedir do sol, do mar, do clima…parti com a certeza de que regressaria e habituei-me a viver num novo lugar como se ali fosse ficar para sempre. Comecei tudo de novo! Bebi da sensação de renovação que nos invade sempre que empreendemos uma nova jornada. Conheci outras pessoas, outros lugares, senti outros cheiros e outros sabores. Tentei apreciar todos os momentos….nem sempre consegui! Às vezes a nostalgia deixa a saudade falar mais alto e somos tentados a simplesmente deixar passar o tempo. Outras vezes a racionalidade mostra-nos que a mágoa da ausência de algo ou de alguém que nos é querido não se pode evitar, porque vamos sempre sentir saudades das coisas que nos preencheram e que tivemos de deixar para conhecer outras que, certamente, também nos deixarão saudade ao partir.
Quando o Outono chegou, deslumbrei-me com os tons de castanho que cobriram as ruas e foram despindo as árvores….mas senti saudades do cheiro a castanhas assadas, do verão de S. Martinho, do dia do bolinho, …do meu avô Jorge, que já partiu mas que adorava bebericar água pé, enquanto degustava as castanhas acabadas de assar num assador familiar, improvisado (uma cafeteira de alumínio com buracos no fundo).
Quando chegou o Inverno, um manto branco veio tornar mágicos alguns dos nossos dias e o frio que se fazia sentir foi, em muito, suavizado pela alegria das brincadeiras com os cristais formados pelas minúsculas partículas de gelo….mas senti saudades do crepitar da lareira, dos lanches intermináveis, dos serões com os amigos.
Quando chegou a Primavera, o milagre da renovação ocupou todos os lugares da mãe natureza, deixando-me extasiada com tanta beleza….mas senti saudades das searas verdinhas, do cheiro a terra molhada, do dia da espiga.
Agora estamos no Verão, que da estação só tem mesmo o nome, e a chuva e o frio não trazem consolo algum….sinto saudades do sol, da praia, do cheiro a maresia, do calor abafado que parece cortar a respiração e nos impede de dormir à noite.
A minha saudade extingue-se a sudoeste daqui, num lugar habitado por pessoas que fizeram de mim aquilo que hoje sou, que cresceram e se modificaram de um modo mais ou menos próximo, e que trago dentro de mim para onde quer que vá. E sei que, a cada regresso, a alegria será mútua e as conversas serão retomadas como se tivessem ficado suspensas no minuto anterior.
A sudoeste daqui há um lugar repleto de magia que faz o imenso oceano sentir inveja da plenitude da sua beleza, um lugar onde o céu e o mar se fundem, um lugar pelo qual me enamorei há muito tempo e que me mantém cativa.
A sudoeste daqui existe um país pequeno com gente muito grande.
A sudoeste daqui existe um cantinho à beira-mar plantado onde existem as melhores paisagens, a melhor comida, o melhor vinho, o melhor futebol, os sorrisos mais espontâneos, o sol, a alegria e um imenso céu estrelado para sonhar um futuro melhor!
A sudoeste daqui fica PORTUGAL!
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Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta.
Carl Young
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Sofia
Recordo o tempo em que nos divertias a todos com as tuas piadas e o teu sorriso contagiante, mas as vezes tenho dúvidas de que algum dia tenhas sido realmente feliz. Porque é que nenhum de nós nunca viu isso? Como é que nos distraímos tanto para que a tua fragilidade nos passasse ao lado? Como é que o escondeste tão bem?
Não sei nada de ti há demasiado tempo! Não me refiro à última vez que estivemos juntas, mas à última vez em que abriste uma fresta de ti e me deixaste espreitar lá para dentro. Tentei sempre entender-te, mas sei que nunca o consegui. Se calhar tentei demasiado dar-te a conhecer a minha visão das coisas, em vez de tentar perceber realmente como é que tu as vias….desculpa-me por isso! Só queria….só QUERO que sejas feliz!
Sempre tiveste pressa de viver…querias descobrir tudo, explorar tudo, saborear tudo. Mergulhavas, com uma coragem que sempre invejei, em tudo o que fazias e vivia-lo intensamente….sempre foste destemida! Sempre encaraste a vida com determinação! Será que ainda és assim? Ou limitas-te a reagir ao que se passa à tua volta e às ordens que o teu corpo te dá num perigoso jogo com a morte? O que é que te move? Que motivações são as tuas? Onde estão os teus sonhos? Quiseste ser tantas coisas, lembras-te? Querias ser bailarina….professora…. Podias ter abraçado o mundo e tê-lo pintado de cor-de-rosa (ainda é a tua cor preferida?), mas preferiste escurecê-lo e torná-lo sombrio, tão sombrio que já não te encontro na penumbra. Quanto tempo mais vais fechar os olhos e continuar entranhada nessa realidade tão deturpada que nada constrói, só destrói. Corrói o corpo e a alma, rouba o sorriso mais lindo e muda a imagem para aquela que agora o espelho te devolve.
Anseio pelo dia em que te vais rebelar, o dia em que algo dentro de ti faça despertar a coragem necessária para que dês o primeiro passo e te permitas construir pontes em vez de muros e, finalmente, encontrar o caminho de volta. Nesse dia, como sempre, vou estar aqui de braços abertos para lutar contigo as tuas batalhas, mesmo as mais longas, mesmo aquelas que, à partida, possam já estar perdidas. Dividirei a minha força contigo para que a tua ansiedade não mais te derrube, para que possas resistir e para que, pela primeira vez, possas usar o tempo a teu favor. Lembra-te nunca é tarde para mudar tudo….basta QUERER e ACREDITAR!
(Rivarol)

quinta-feira, 28 de junho de 2007
Início

Vivemos numa cultura que nos faz auto-impor a originalidade, a singularidade, ao mesmo tempo que nos aconselha prudência no que concerne à intimidade. A sociedade que nos rodeia rotula as pessoas, cataloga-as sem nada querer saber delas, sem querer saber quem são de verdade. Por isso estive reticente e tentei o melhor que pude resistir à exposição. No entanto, hoje, nem sei bem porquê (ou sei?), apeteceu-me levantar a ponta do véu, para que quem me olha, do lado de lá, possa saber mais sobre o que é o lado de cá. Vou soltar amarras e partir à deriva, esperando que os ventos me levem a bom porto e, quem sabe, se gostar da experiência talvez continue por aí. Se as pegadas que deixo são de quem parte ou de quem chega cabe-vos a vós decidir….por mim, espero que sejam um sopro, um susurro de mim.
(Obrigada à Ana, pelo carinho e pela insistência, porque sem ela nada disto teria acontecido)